Perguntas, Propostas e Respostas

[Em itálico e entre aspas, no final de algumas das nossas respostas a perguntas e propostas recebidas, inserimos extratos ou paráfrases de comentários e sugestões que nos foram feitas por intermédio desta página digital.]

1 - Por que razão abriram a Carta de Famalicão à assinatura de quem não participou no Encontro onde foi aprovada?

Tanto o Encontro como a Carta foram concebidos como uma iniciativa única que se justificava por si. No entanto, foi notório no Encontro que muitas pessoas desejavam a continuidade do espírito que presidiu a essa iniciativa. As duas associações organizadoras explicitaram logo claramente que não tinham condições para assumir essa continuidade mas que estariam disponíveis para colaborar com outras entidades que viessem a querer organizar um dia um novo Encontro semelhante.

Para que ficasse um registo facilmente acessível tanto do que se passara no Encontro como do próprio texto ali aprovado com o nome de Carta de Famalicão, foi criada esta página internet. Uma vez criada, pareceu que uma forma de prolongar o «espírito de Famalicão» e de eventualmente facilitar a tarefa de quem viesse a retomar a ideia de um próximo Encontro, seria abrir a Carta à subscrição de associações, coletivos e outras entidades que o desejassem.

Comentário de um subscritor

«Subscrevo a totalidade da carta e subscreveria muito mais. Na sociedade em que vivemos actualmente há ainda no nosso país quem ignore por completo o que é de facto a sustentabilidade».

2 - A quem e como dar a conhecer formalmente a Carta?

Cada associação, cada coletivo, cada pessoa que participou no Encontro ou que veio posteriormente a subscrever a Carta, pode fazê-la chegar às pessoas e entidades situadas no seu raio de ação. Em cada concelho do País, seria desejável fazê-la chegar, se possível em mãos, aos autarcas, presidentes de câmaras, vereadores do ambiente, do urbanismo ou do planeamento territorial, aos bombeiros, às escolas, às universidades.

Na impossibilidade atual de uma estrutura com os meios para o fazer de modo sistemático, continuado e direcionado, resta-nos sugerir a todos os interessados, a começar pelos subscritores, que o façam na sua localidade, município ou região, à medida das suas possibilidades, ou integrem as linhas de pensamento e ação expressas na Carta noutros documentos mais específicos e concretos que decidam elaborar e apresentar a esses destinatários.

3 - A Carta refere apenas alguns problemas ambientais, de transição e regeneração, deixando de lado outros bem importantes. Porquê?

Os temas da Carta são basicamente os temas selecionados para o Encontro. Há obviamente muitos outros que são importantes no domínio do ambiente, da ecologia, da transição e da regeneração, e que podem ser objeto de novos encontros e documentos semelhantes. Aliás, todos esses temas são abordados por numerosas associações, coletivos e instâncias, de diferentes formas e em diferentes ocasiões.

Este Encontro e esta Carta foram somente um modesto contributo para um esforço de grande amplitude que desejamos seja assumido cada vez mais pelo conjunto da sociedade portuguesa, a cada nível, concelhio, regional, nacional. Outras iniciativas autónomas, que cada pessoa ou grupo pode tomar, têm todo o cabimento, sem necessidade de qualquer ligação explícita com esta.

4 - Que ações implementar para pôr em prática as propostas apresentadas na Carta?

O Encontro e a Carta constituem pontos de paragem e reflexão no itinerário de cada pessoa ou grupo participante ou subscritor. Mas cada pessoa e cada grupo tiveram já, e terão no futuro, numerosas ações e ocasiões para tentar pôr em prática tais propostas.

Uma vez criada esta página internet, ela poderá ajudar a manter um laço que poderá repercutir-se positivamente na realização prática, mas não substituir as iniciativas tomadas e a tomar por cada pessoa e cada grupo. Ocasionalmente, os subscritores da Carta - pessoas e entidades - receberão mensagens em que se chamará a atenção para novos conteúdos inseridos nesta página talvez capazes de proporcionarem oportunidades de novas realizações.

Comentários de subscritores

«É uma luta contra o tempo que já é curto e exige uma consciência cívica completa, por forma a não retirar às próximas gerações o muito que inconscientemente gozamos...... displicentemente (na maioria dos casos).»

«Se todos fizermos um pouco todos os dias, chegamos lá!!»

«Observar a destruição do nosso habitat e agir em sentido contrário.»

5 - Que sugestões já receberam nesse sentido?

A título de exemplo:

« - realização de sessões de esclarecimento das populações das regiões mais afetadas por problemas ambientais com impacto na sua qualidade de vida e economia já causados por fatores antrópicos (de origem humana)

- publicação e distribuição de comunicados impressos sobre projetos que possam constituir atentados ambientais e ao edificado com valor histórico-cultural

- criação de plataformas entre associações de defesa do ambiente (ADA), associações de defesa do património (ADP), Investigadores, Universidades, Autarquias que constituam agentes dissuasores de determinados planos ditos de desenvolvimento mas que se revelarão no futuro causadores de problemas ambientais e socioeconómicos

- abordar as consequências negativas dos projetos de exploração petrolífera no nosso país

- abordar questões genéricas como as espécies arbóreas autóctones mais recomendáveis

- abordar o contexto supranacional, nomeadamente a nível da União Europeia, de algumas das questões prementes.»

6 - O Encontro que deu origem à Carta procurou reunir entidades e coletivos do Norte e Noroeste de Portugal, sobretudo. Ao abrirem posteriormente a Carta à livre assinatura, verificaram alguma ampliação de âmbito geográfico?

Entre os convidados ao Encontro (sem excluir ninguém e com base nos dados de que dispúnhamos sobre possíveis interessados), encontravam-se de facto sobretudo associações e coletivos do Noroeste e Norte, desde Barroselas a Gosende, do Marco de Canavezes à Trofa, de Nine a Cabeceiras de Basto, e outras muitas localizações, mas também entidades de âmbito nacional sediadas em Lisboa ou no Porto e até associações da Galiza, de Santiago de Compostela a Ourense.

O âmbito geográfico correspondeu a uma condição de proximidade e a uma natural limitação de capacidades, mas sem espírito exclusivista. Por isso foi com satisfação que, de modo espontâneo, vimos chegar, após a abertura das subscrições a não participantes no Encontro, pessoas e grupos do âmbito inicial (Aveiro, Esposende, Braga, Gondomar, Viseu) mas também de outras regiões como Oeiras, Loures, Barreiro, Lisboa, Odivelas.